Dead as Disco - Combates de alta octana repletos de ritmo
- Peter

- 15 de mar.
- 2 min de leitura
Pelas mãos de um estúdio constituído por veteranos saídos de empresas produtoras de jogos AAA, Dead as Disco é-nos trazido pelo conjunto agora apelidado de Brain Jar Games. Neste título de estreia, podemos encontrar uma mistura de combate bem reminiscente de Sifu aliado a um ênfase rítmico saído de algo como um Hi-Fi Rush, tudo embrulhado num pacote repleto de cores vibrantes e a emanar um estilo de discoteca no auge da sua popularidade.

Tomando rédeas de Charlie Disco, um ícone ultrapassado que tem agora uma chance única de voltar à ribalta, iremos fazer frente aos vários ícones de vários tipos de música diferentes, passando por faixas que vão desde o Metal até ao K-Pop. Sintonizando-se com a batida de forma perfeita, este Action Beat’em up rítmico promete pancadaria que deixará o jogador ligado de forma simbiótica com o repertório musical incluído, envolvendo faixas licenciadas e também covers de músicas icónicas.
O combate é extremamente intuitivo, passando por ataques simples, bloqueios e esquivas que nos permitem contra-atacar os inimigos e ataques especiais que são ideais para remover oponentes mais difíceis de se desenvencilhar. As oportunidades de bloqueio são bem denunciadas através de um balão acima dos diversos oponentes que fazer uma contagem decrescente até podermos executar estas manobras de forma perfeita e aliam-se com a batida. A variedade de inimigos é satisfatória, incluindo os simples que se encontram em maior número, umas unidades mais duras de roer que podem até trazer um potente escudo e rivais que atacam à distância.

Com um modo que nos deixa passar uma pequena fase mais linear em que progredimos num nível, cortando infelizmente a ação a meio, e um segundo que funciona como uma arena com o objetivo de pontuar o máximo possível de forma a deixar a nossa marca numa tabela com resultados a nível mundial, esta demonstração inclui bastante material para quem quiser aqui passar umas belas horas.
Para aumentar a diversão, Dead as Disco permite também incluir faixas da nossa biblioteca de música pessoal, desde que tenhamos acesso ao ficheiro mp3 correspondente. Deixando definir o nível de bpm de cada faixa associada, a variedade oferecida chega a ser quase infinita, ainda que músicas com ritmos variados acabem por criar uma dissonância no meio do combate, não deixando de ser uma boa inclusão por parte do estúdio.

O combate é extremamente fluido, com animações bem detalhadas e uma sensação de impacto sublime que encaixa de forma perfeita com as batidas da música, resultando numa jogabilidade simples, mas imensamente gratificante. A nível de otimização, enquanto que no meu PC pessoal não tive problemas a rodar tudo no máximo, o título optou por reduzir o nível gráfico até ao mínimo na Steam Deck, oferecendo 60 FPS praticamente estáveis em troca de visuais menos apelativos, que acabam por passar um pouco despercebidos no meio da ação.
Sem data ou preços anunciados, Dead as Disco mantém-se para já exclusivo à plataforma Steam, ainda que ports para as consolas e dispositivos móveis estejam planeados para uma data mais tarde. Aparentando ser uma experiência já bem polida, levando-me a acreditar que não demore muito até ao seu lançamento, este título tem tudo para ser um hit bombástico caso o nível de qualidade e diversão rítmica se mantenham no jogo completo.




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